Tira-Teima Mariano

Maria é Sempre Virgem

Padre Francisco Amaral*

Publicação original 13/06/2018

A Igreja proclama Maria Santíssima como Sempre Virgem. Alguns, porém, questionam tal título, afirmando que a Bíblia menciona os “irmãos de Jesus”. O que pensar a respeito?

O que a Bíblia traduz por “irmãos de Jesus” (cf. Mt 12,45; 13,55; Mc 3,31; 6,3; Lc 8,19; Jo 2,12; 7,3; At 1,14; Gl 1,19) não indica outros filhos de Maria, mas parentes próximos de Jesus (CEC 500); o termo usado na versão grega da Bíblia é adelphós, em uma expressão utilizada já no Antigo Testamento para designar parentesco (cf. Gn 14,16).

É um dogma de fé afirmar que Maria é Imaculada desde a sua concepção. Nestes artigos desta série, queremos explicar de maneira clara os Dogmas Marianos. Um dogma é uma verdade definitiva de fé, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf. CEC 88). Os Dogmas Marianos são quatro: Maria Mãe de Deus, Imaculada Conceição, Virgindade Perpétua e Gloriosa Assunção.

É preciso compreender que a Igreja professa, desde as suas primeiras formulações de fé, que o Filho de Deus nasceu do Espírito Santo no seio da Virgem Maria (cf. DzH 10; 64), o que é professado no Credo Niceno-Constantinopolitano. A Igreja professa que a virgindade de Maria se conservou intacta (cf. DzH 291; 294; 442; 503; 571; 1880). O Concílio Vaticano II afirma que a Igreja honra Maria como Sempre Virgem (cf. LG 52) e que o nascimento de Cristo “não diminuiu, antes consagrou a sua integridade virginal” (LG 57).

Como todo dogma mariano, também o dogma da Virgindade tem um significado cristológico, por indicar a iniciativa de Deus na nossa salvação e manifestar que Jesus Cristo tem um só Pai, que é o próprio Deus (cf. CEC 502-503).

Além disso, a Virgindade Perpétua de Maria Santíssima de forma alguma desmerece a imensa dignidade da sexualidade segundo o projeto de Deus (cf. Gn 1,18; CEC 2235; 2367), mas expressa que a Virgem Maria, assim como São Paulo, quis entregar-se livremente a Deus com o Amor de um coração indiviso (cf. ICor 7,7-40; CEC 2349).

*Padre Francisco Amaral é sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá.

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