Tira-Teima Mariano

A Consagração Total a Virgem Maria é para todas as vocações

Padre Francisco Amaral*
Publicação original 20/03/2018

Esta série de artigos tem como meta desfazer uma série de idéias distorcidas a respeito da Santíssima Virgem Maria e da Consagração Total a Ela, a partir do método que São Luis Maria Montfort ensina no maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima” (TVD).
Pela graça de Deus, esta Consagração tem se tornado, em nosso tempo, cada vez mais conhecida e praticada! Mas infelizmente, muitos não compreendem bem a Consagração, e acabam pensando, vivendo ou falando que a Consagração é aquilo que ela não é.
Alguns afirmam que tal Consagração implica no celibato…o que pensar?
A Consagração não implica no celibato, pelo simples motivo que nem todas as pessoas são chamadas por Deus ao celibato! O corpo de fato é uma das áreas da nossa vida que nós entregamos na Consagração (cf. TVD n. 121), mas essa “consagração” (= ato de tornar sagrado) do corpo se dá vivendo a santidade do corpo de acordo com o estado de vida de cada um: os celibatários vivendo o celibato, os solteiros vivendo a sua forma própria de castidade, os casados vivendo a sexualidade dentro do Matrimônio conforme o Projeto de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2348-2350).

Portanto, a Consagração é para todas as vocações!

Muitos hoje, em uma grande pré-conceito em relação a fé católica, acreditam que a Igreja vê a sexualidade como algo mau, impuro ou pecaminoso, e isso não corresponde a realidade. Um olhar mais aprofundado sobre a doutrina católica mostra a imensa dignidade na qual a Santa Igreja vê a sexualidade. Diz o Catecismo da Igreja Católica que “a união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e a fecundidade do Criador. (…) Dessa união procedem todas as gerações humanas.” (n. 2335). Diz também o Catecismo ainda que, pela sexualidade, “os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus.” (n. 2367) Isso está claro já nos primeiros capítulos da Sagrada Escritura, quando Deus cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, e lhes diz: “Frutificai, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.” (Gn 1,28) E mais adiante: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” (Gn 2,24)

*Padre Francisco Amaral é sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá.
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