A Consagração

Os méritos da consagração a Jesus pelas mãos de Maria

A Igreja nos ensina que ao realizarmos boas ações e atitudes em prol de nosso crescimento espiritual ou ainda alguma renúncia, vamos “contabilizando” graças especiais, que são chamadas de méritos. Esses méritos podem se acumular. Podemos dar esses méritos de forma livre a Deus, abrindo mão deles, por grandes causas como a libertação de algum amigo, ou ainda pela cura de um enfermo, ou ainda pela libertação de uma alma do purgatório. Não é negociar a graça, mas aumentar ela. Quando temos graças a receber de Deus, de forma gratuita, ou ainda por causa de grande bens que praticamos, podemos e DEVEMOS, abrir mão deles. No Reino, a contabilidade é inversa ao do mundo. Quando damos, é que ganhamos. Quando abrimos mão é que temos direito. Se queremos ser os últimos, seremos os primeiros. É assim com as graças que alcançamos em Deus.

Quando entregamos, por exemplo, todos os nossos méritos de graças a Maria não perdemos, mas, ao contrário, ganhamos. Ela sabe usá-los da melhor maneira possível, para a intenção mais urgente ou para a pessoa que mais precisar. Ela conhece melhor seu Filho Jesus do que nós. Podemos perguntar: depois de entregar tudo a Maria, o que acontecerá quando precisarmos? A resposta é simples: Nossa Senhora não nos desamparará, mas ao contrário, Ela usará a oração dos seus filhos e também seus próprios méritos, que são muito maiores que os nossos, em nosso favor. Podemos pedir o cuidado de Maria por nós ou outra pessoa ou situação, mas, é Maria quem dispõe das nossas orações como ela quer. Vivendo essa verdadeira pobreza espiritual, de não ter nem mesmo intenções das nossas orações, nos santificamos e nos aproximamos, cada vez mais, de Cristo de da Igreja.